domingo, 12 de janeiro de 2014

O Silêncio - Olindo Santana

Quando o silêncio se contradiz,
infeliz, o pensamento se agita.
O coração, eterno aprendiz,
sem respostas, calado grita.

Ideias absurdas se colidem,
não há calma, não há vida...
O males por si transgridem,
a vaidade então consumida.

Incertezas barulhentas,
eis que o silêncio confessa,
o pingo da chuva atormenta,
a dor contida e não se expressa.

Vai o mundo leviano levando
o nobre sentimento sem audição,
enquanto o silêncio vai afundando,
na contraditória e vazia solidão.