segunda-feira, 17 de junho de 2013

Ao meu amor - Olindo Santana

Quando os nossos sonhos
já não forem mais iguais,
não pense que te alimentarei mágoas,
ou tão pouco sofrerei a tristeza
de quem tudo perde.

As lembranças da felicidade
que tu me concedestes
( meu amor de todo momento ),
são lembranças suficientes
( para que sorrindo ),
eu viva sempre feliz.

Como poderia eu,
ignorar tão doces memórias.
Como poderia ser ingrato
a que me concedeu  tanta paz
e o mais atencioso carinho.

O tempo, talvez, até venha
a me afastar de ti.
Mas, o meu espírito eterno,
esse, se moverá em teu silêncio,
e se armará sempre para protegê-la.

Enquanto isso,
vivamos e amemos
cada misericordioso segundo,
como o desespero do último
sopro profundo,
que a vida mortal em visão fatal
tem antes da despedida definitiva,
deste mundo.

Não conheço ninguém,
que tenha amado tanto.
E nem alguém que se sentiu tão amado.

Por tudo eu te agradeço à Deus,
à vida e ao mundo.
O que me torna ao mesmo tempo
em o maior de todos os idólatras,
visto que, a força maior
de toda a minha indescritível gratidão:
- é pra você, que todos os dias,
acaricia suavemente o meu coração.

E, como mais eu poderia te amar.
E, como mais eu haveria de ser amado.
Se em teu amor, ao meu amor
tudo foi dado... Obrigado.